Certa vez, uma amiga se queixava de que
tinha um relacionamento difícil com o pai...
Dizia que quase nunca conversavam,
mas surgiu uma oportunidade de viajarem
juntos de carro e ela imaginou que seria um
bom momento para se aproximarem.
Durante o trajeto, o pai, que estava dirigindo,
comentou sobre a sujeira e poluição de um
córrego que acompanhava a estrada...
A garota olhou para o córrego ao seu lado
e viu águas límpidas, parecia um cenário
de filme da Disney.
Neste momento teve a certeza de que ela
e o pai realmente tinham um jeito muito
diferente de enxergar as coisas,
não tinham a mesma visão da vida...
Sendo assim, preferiu seguir a viagem
sem trocar mais nenhuma palavra.
Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma
viagem, pela mesma estrada, desta vez
acompanhada de uma amiga.
Estando agora ao volante, ela se surpreendeu:
do lado esquerdo da estrada, o córrego era
realmente feio e poluído, como seu pai havia
dito, ao contrário do belo córrego que ficava
do lado direito da pista.
E uma tristeza profunda se abateu sobre ela
por não ter levado em consideração o então
comentário de seu pai, que a esta altura
já havia falecido.
Parece uma parábola, mas não é. Acontece todo dia:
a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela,
nunca a janela do outro.
Na maioria das vezes, só o que a gente vê é o que vale,
não importa que alguém bem perto esteja vendo algo
diferente.
Pense que a mesma estrada para uns,
é infinita, e para outros, é curta.
Aprenda a dar uma olhada no ângulo de visão
do outro e não apenas viver preso com
o nariz grudado na sua própria janela.
Pense nisso!
"Os olhos são a janela da alma e o espelho do mundo."
(Leonardo da Vinci)











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